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A Família Monteiro de Barros, estabelecida em Minas Gerais, tem origem em Portugal, mais exatamente nas Freguesias de Carapeços e Marinhas, no lugar de Pinhote, Concelho de Barcelos, arcebispado de Braga. Já de Portugal, vieram os dois sobrenomes unidos. Descendem do Dr. Manuel Monteiro de Barros, que deixou numerosa descendência de seu casamento com Inês Pereira, nascida em Carapeços, filha de Domingos Pereira e de Inês Dias. Tiveram cinco filhos, entre eles, os irmãos Manuel Monteiro de Barros e Mariana Monteiro de Barros que constituem os dois ramos da família Monteiro de Barros, no Brasil.

O primeiro ramo, que se funde com o segundo, procede de Manuel Monteiro de Barros, nascido em Carapeços e falecido em Vialonga, exerceu a profissão de boticário, deixando numerosa descendência do seu casamento em Vila Fresquinha, com Maria Pereira de Barcelos, natural de Vila Fresquinha e falecide em Carnide, patriarcado de Lisboa, filha de Manuel Francisco e de Maria Pereira. Tiveram, diversos filhos, entre outros:

Manuel Monteiro de Barros, nascido em Nossa Senhora da Assunção de Via Longa, Patriarcado de Lisboa. Falecido em Carnide. Cavaleiro Fidalgo, Médico da Câmara da Rainha de Portugal D. Maria I (mãe de D. João VI), Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Deixou geração do seu casamento com Maria Joaquina de Sauvan, nascida e batizada na Freguesia da Encarnação, em Lisboa; filha de André Sauvan de Aramon, nascido em Saint-Blaise de Valensoles, bispado de Riez, Província de Provance, França. Engenheiro, que passou a Portugal, contratado para proceder à desobstrução do Rio Sado, e de Teresa dos Anjos Lauzier (casados na Freguesia dos Mártires, Lisboa), nascida na Freguesia de São Julião de Setúbal, patriarcado de Lisboa; neta paterna de Joseph Sauvan e de Rosa Isnard; neta materna de Luiz de Matos Berangel e de Joana Lauzier. Desta última união, nasceu, entre outros, Maria Tereza Joaquina Sauvam Monteiro de Barros, que se tornou a Viscondessa de Congonhas do Campo, título brasileiro, por seu casamento com seu primo Lucas Antônio Monteiro de Barros, procedente do segundo ramo desta família.

O segundo ramo, procede de Mariana Monteiro de Barros, nascida em Carapeços, de quem descende quase a totalidade dos Monteiro de Barros brasileiros, por seu casamento na Igreja Matriz de Carapeços, com João Vieira Repincho, o Moço, filho de João Vieira e de Madalena de Araújo. Entre os descendentes deste casal, registra-se:

Outro Manuel José Monteiro de Barros, nascido na freguesia de Marinhas, que emigrou para o Brasil no Séc. XVIII, atraído pela mineração, fixando-se, inicialmente, na Bahia, e, posteriormente, em Minas Gerais, onde foi Guarda-Mor às Minas de Ouro Preto. Senhor da sesmaria de Gales de Cima, em São João d’El Rey. Deixou numerosa descendência, que espalhou-se, principalmente, por Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, de seu casamento, em Vila Rica (Ouro Preto), com Margarida Eufrasia da Cunha Matos, natural de Pilar de Ouro Preto. Filha do Guarda-Mor Alexandre de Cunha Matos. Manuel José deixou testamento, datado de 18 de Junho de 1789, publicado no livro de Frederico de Barros Brotero, a Família Monteiro de Barros.

Formada por proprietários rurais, membros da chamada aristocracia rural cafeeira no Séc XIX, essa grande família teve seu auge na opulência do Primeiro e Segundo Reinado: Barões, viscondes, condes (romanos), militares e presidentes de províncias do Brasil Imperial. Entre as personalidades existentes na família Monteiro de Barros, podemos citar o senador da República, jornalista e escritor Paulo Alberto Moretzsohn Artur da Távola Monteiro de Barros, o comendador, escritor e fundador da TV Rede Vida João Monteiro de Barros Filho, a escritora e historiadora carioca Clara Emilia Monteiro de Barros Malhano, os atores José Carlos Monteiro de Barros (Diogo Vilela) e Letícia Spiller, a cantora Marília Monteiro de Barros Batista, a defensora pública do Estado do Rio de Janeiro Ângela Haussmann de Moura Brito, a Delegada da Polícia Civil carioca Flávia Monteiro de Barros, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot Monteiro de Barros, os desembargadores da justiça mineira Alice e Márcio Aristeu Monteiro de de Barros, os generais do Exército brasileiro Roberto Seabra e Hélio Monteiro de Barros, os embaixadores Hélio e Eduardo Monteiro de Barros Roxo, o jornalista Lucas Mendes, e, os imortais, membros da Academia Brasileira de Letras - ABL, Luiz Carlos Monteiro de Barros e Ivan Monteiro de Barros Lins, entre tantos outros membros da família de igual importância. Assim tem contribuído a família Monteiro de Barros para o enriquecimento da história do Brasil. Suas raízes, mergulham até a época remota do ciclo do ouro e por linha materna até meados do século XVII, na Bahia.

Aqui você conhecerá um pouco da história e da saga de uma família, de uma gente, que ama a terra onde nasceu, que imbuídos de grande espiríto de luta, estão sempre prontos a dar o seu sangue pela pátria. Homens e mulheres, determinados, forjados na tempêra do aço, que nunca recuaram diante dos obstáculos, e, que se orgulham desta terra chamada Brasil.

Descendentes do Guarda-Mor Manuel José Monteiro de Barros e Margarida Eufrásia da Cunha Matos

 

 

1. Lucas Antonio Monteiro de Barros, visconde de Congonhas do Campo
2. João Gualberto Monteiro de Barros
3. Matheus Herculano Monteiro da Cunha Matos
4. Romualdo José Monteiro de Barros, barão de Paraopeba
5. Coronel José Joaquim Monteiro de Barros
6. Arcediago e Senador Marco Antonio Monteiro de Barros
7. Capitão Manuel José Monteiro de Barros
8. Maria do Carmo Monteiro de Barros